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sábado, 18 de abril de 2009

Meu mosaico pessoal


Parece pequeno (parece!).
Clica em cima da figura que abre
bem grandinho pra você
analisar de perto.










Não existe uma raça pura.

Tampouco, há sabedoria na busca da

perpetuaçãode uma única combinação de genes.

A beleza do mundo está exatamente na combinação

de cores e na multiplicação de culturas.

Nenhum povo pode subjugar ao outro,
nem tampouco proclamar superioridade
.

Cada cultura e etnia a sua forma,
dissemina grandeza e sabedoria no mundo.


É revoltante e inacreditável pensar que não faz muito, minha etnia, supondo ser de uma raça pura, pretendia escravizar e dizimar outras raças para garantir o monopólio do controle mundial.

Não tenho vontade de conhecer a Alemanha e não sinto orgulho de dizer que sou alemã, porque a figura de Hitler vem na mesma hora a minha mente.

Recordo-me então das dezenas de filmes rodados retratando o sofrimento de uma diversidade de pessoas e da cara de pau de um dito homem de Deus de tentar negar o ocorrido.
Seria uma nova tentativa de comprovação mundial do perfeccionismo ariano?



domingo, 29 de março de 2009

Primeira Aula - Etnias

A primeira aula de QUESTÕES ÉTNICO-RACIAIS NA EDUCAÇÃO: SOCIOLOGIA E HISTÓRIA foi muito instigante.

Pensamos sobre o que forma a identidade cultural e listei o que achei mais interessantes:
* produção de significados;
* relação de poder;
* forma de agir, pensar, vestir;
* apego temporário;
*linguagem.
Mas o mais relevante é que me dei por conta que assumimos diversas identidas culturais e que cada uma delas é construída a partir da diferença frente as demais.

No meu trabalho, assumo uma identidade extremamente "oficial". As roupas devem ser cuidadosamente escolhidas, o linguajar deve ser extremamente formal, a postura devidamente contida.



Com os amigos, sou depojada, bem-humorada, brincalhona, piadista...
As roupas são mais modernas, mais jovens, despachadas...
Assumo uma identidade oposta da vivenciada no ambiente tenso e formal do trabalho.


Em casa, visto que moramos eu e Valentina, minha filha, há momentos em que necessito ser severa e assumir uam identidade de "pãe" (mãe/ pai), há momentos em que tenho 10 anos, 3 anos, 60 anos.



Achei interessantíssimo debater sobre o que determina a identificação de uma nação.

E fiquei refletindo que hoje temos os símbolos a 20 segundos na internet (bandeiras, brasões, língua, moeda, estilo de vida), e me questionei como se definia o patriotismo numa época em que as notícias e as fronteiras chegavam a cavalo.



Mas o grande desafio da noite foi responder a uma pergunta:


Qual é a parte do corpo que define a identidade cultural?


Instigados a nos analisarmos detidamente com um espelho, percebi, ao conversar com uma colega, que não analisamos nosso rosto de forma generalizada e impessoal, definindo as partes que ns diferenciam dos outros, mas escolhemos e qualificamos estrategicamente as partes do corpo que registram as marcas das nossas etnias.

Não teria sido uma atitude preconceituosa?






Eu registrei olhos CLAROS, pele BRANCA, cabelo CLARO.

Minha colega registrou lábios CARNUDOS...e seguiu com a listagem das partes do corpo que revelam a beleza da etnia dela.

Enfim, acredito que a verdade seja esta: somos um quebra-cabeça étnico.
Nosso rosto, nosso corpo, nossa personalidade e meio de vida revelam traços de cada uma das descendências que nos habitam.

Somos a corporificação da globalização!