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sábado, 18 de abril de 2009

Necessidades educacionais especiais

Após a primeira aula presencial, fiquei curiosa em buscar uma consideração inicial sobre os transtornos que estudaríamos ao longo do semestre

Síndrome de Asperger


+ Não há atraso do desenvolvimento cognitivo ou da linguagem

+ Mais comum no sexo masculino

+ Quando adultos pode viver normalmente e até destacar-se

+ Dificuldade de interação social

+ Interpretaçã o literal da linguagem (não entende ironia e brincadeira)

+ Dificuldade com mudanças

+ Falta de empatia – são insensíveis

+ Manutenção de comportamento esteriotipado

+ Interesse obsessivo por assuntos obscuros

+ Incompreensão das regras de convívio social

+ Emocionalmente vulneráveis

+ Facilmente estressadas

+ Determinação por tema único de interesse

+ Extremamente egocêntricos


+ Sentido de tato deficiente


+ Podem não gostar de contato físico


+ São ingênuos - facilmente roubados ou enganados


+ Uso inapropriado de olhar fixo e linguagem corporal

Síndrome de Cornelia Lange

+ É congênita – presente no nascimento e pode ser reconhecida

+ Baixa estatura

+ Atraso na maturação óssea

+ Retardamento mental

+ Microcefalia (cabeça pequena), sobrancelhas finas que freqüentemente se encontram na linha média (sinófise), pestanas longas, nariz curto arrebitado, lábios virados para baixo, orelhas pequenas, palato em ogiva e fenda palatina.

+ Pode ter: demora na linguagem, crescimento demorado e estatura baixa, baixo tom de choro, mãos e pés pequenos, quintos dedos encurvados (clinodactilia), pelos em excesso pelo corpo (hisurtismo), junção parcial dos segundo e terceiro dedos do pé e mamilos grandes.

+ Outras preocupações médicas podem incluir refluxos gastroesofágicos e dificuldades na alimentação, acessos, defeitos do coração, envolvimento ocular, de ouvido, nariz e problemas de garganta, anormalidades intestinais, problemas genitais e de ejaculação, coloração arroxeada da pele (cútis marmórea) e cianose perioral. Anormalidades nos membros, incluindo falta de membros ou partes dos membros usualmente dedos, mãos ou antebraços são também constatados.

Síndrome de Williams

+ Dificuldade de se alimentar

+ Fácil irritabilidade

+ Choro em excesso

+ Nariz pequeno e empinado, cabelo encaracolado, lábios cheios, dentes pequenos e sorriso permanente

+ Dificuldade de coordenação e equilíbrio

+ Atraso psicomotor – desenvolvimento motor lento

+ Demoram a andar

+ Dificuldade em tarefas como cortar, desenhar, andar de bicicleta

+ Sociáveis

+ Boa memória auditiva

+ Sensibilidade musical – aprendem rimas e músicas facilmente


Síndrome de Boderline


+ Ausência de auto-identidade consistente (instabilidade)

+ Depressão sem sentimento de culpa, sem auto-acusação ou remorso

+ Aparentemente sem dificuldades de adaptação social

+ Atitudes impulsivas, drogadição, álcool, auto-agressão, promiscuidade, bulimia

+ Depressão, raiva, ansiedade e desespero

+ Eventuais surtos psicóticos: normalmente breves, reativos e pouco severos

+ Não suportam a solidão e o abandono, necessitam do outro em tempo integral

+ São francamente dependentes, masoquistas e manipuladores

+ Idéias paranóicas

+ Transtornos da sexualidade com fantasias sexuais sadomasoquistas, atividade masturbatórias com fantasias eróticas perversas, promiscuidade e, eventualmente, impotência.

Síndrome de Autismo


+ Comportamento compulsivo e ritualista

+ Preferem estar só

+ Não formam relações pessoais íntimas

+ Resiste às mudanças

+ São excessivamente presas a objetos familiares

+ Repetem continuamente certos atos e rituais

+ Podem usar o idioma de um modo estranho

+ Desempenho intelectual desigual

+ Aproximadamente 70% das crianças com autismo têm algum grau de retardamento mental

+ Entre 20% ou 40% das crianças autistas, especialmente aquelas com um Q.I. abaixo de 50, começam a ter convulsões antes da adolescência



Inclusão x interação




Por que foi que ela perguntou?

Eis que no Fórum de Necessidades Especiais a colega Isabel fez uma provocação acerca da semelhança ou diferença destes termos.

Olá colegas!
Eu tenho uma pergunta para desafiar vocês: Existem diferenças entre inclusão e interação? Se vocês acham que existe, quais são as diferenças?
Beijos
Isabel


No dicionário consta:

Inclusão
s. f.
Ato ou efeito de incluir.

Interação
s. f.
comunicação interpessoal
Em termos simples, ocorre interação quando a ação de uma pessoa desencadeia uma reação em outro (humano ou não). Esta interação pode ter diversos níveis, desde a simples bidirecionalidade até a interatividade.

Bem, eu respondi:

Bel, eu acho que interação é diferente de inclusão. Incluir é inserir num grupo e interagir é atuação entre os incluídos. Que enrosco...deu pra entender? Posso estar inserido num grupo, mas não interagir com ele permanentemente.
*********************
Pois aconteceu que a pergunta não saiu da minha cabeça!

Há algum momento em que não interagimos?
Comecei a pensar que se nos excluimos
(olha a falta de inclusão ai) estamos de certa forma interagindo,
porque estamos dando uma resposta negativa a uma situação.
O físico está retratando a interação mental...
de negação daquele grupo, daquele espaço.
Se não me sinto inserido, não ajo...me retiro, me calo.
Interajo negando, passando a mensagem de que discordo.
Se me sinto inserido, interajo, respondo, participo.
Mas, dentro do tema de necessidades especiais:
* o professor está preparado para interagir com este aluno?
* este aluno consegue interagir com o professor e a turma?
* disponibiliza-se formas destes alunos interagirem?
Ai, Isabel, por que você foi perguntar?
Isso deveria ser pro fórum de filosofia.

Agradaram-me minhas postagens no dossiê, resolvi repeti-las aqui

Considerações sobre a educação em Sapiranga




Sem sombra de dúvidas, o ideal seria que com um toque de mágica os governos tivessem recursos para:

* adaptar todas as escolas, garantindo acessibilidade;

* equipar as escolas com os melhores instrumentos para atender a uma diversidade de alunos;

* oferecer qualificação permanente específica para a inclusão.


Mas a realidade, é que os recursos não são tantos como supomos, há percentuais legais a serem seguidos e um fantasma chamado Tribunal de Contas no pé das administrações, questionando cada investimento.


Mas calme! Não estamos sem saída! Longe disso.

Enquanto a utopia da universalidade de atendimento não é uma realidade, que hajam (e existem) espaços já devidamente preparados para atendimentos adequados a todos que necessitem de atendimento especial.

Infra-estrutura

Para pequenas reformas, como a colocação de rampas, felizmente as escolas de Sapiranga possuem autonomia financeira.

Obras maiores, pouco a pouco vão recebendo a atenção e investimento público.

Uma nova escola construída na cidade já teve incluída na sua planta um elevador e o CME Dr. Décio Gomes Pereira recebeu um elevador que garantiria livre circulação de uma aluna cadeirante.

EMEF Maria Emília de Paula, recentemente inaugurada


Atendimento especial para deficientes visuais

Não conheço detalhadamente o trabalho desenvolvido pela EMEF 1° de Maio, mas sei que professores que possuíam alunos deficientes visuais receberam curso específico.

Sei que houve investimento para aquisição de livros em braille (não sei precisar quantos) e inclusive a compra de uma máquina de braille (atividades são digitadas e impressas em braile para os alunos, bem como eles imprimem suas produções). A diretora saiu da SMED emocionada. Nunca vou esquecer do dia em que ela a recebeu.

Pára Jogos Escolares

Em novembro de 2008, foi realizado o 1° Pára Jogos Escolares,onde recebi uma aula de superação e força de vontade. Nem a chuva conseguiu desanimar os atletas que empenharam-se no ginásio da escola onde ocorreu o evento.

Extrai do site da Prefeitura (www.sapiranga.rs.gov.br)alguns depoimentos dos envolvidos neste grande acontecimento:

“Estou gostando muito de poder participar dos jogos, tenho treinado muito durante a semana,

” diz a cadeirante de 10 anos, Maria Eduarda.

“Nem tenho palavras para descrever a emoção de ver a minha filha participar de um evento como esse.

É muito bom ter um evento especial para essas crianças,”

completa a mãe de Maria Eduarda, Carla Cristiane da Costa.

A presidente da APAE de Sapiranga, Rejane Moz, também citou a lacuna deixada pela falta de um evento específico para as crianças competirem dentro de suas possibilidades e necessidades no passado. “Esse festival é uma experiência fantástica,” declara emocionada.

***************

Eles realmente surpreendem. Os alunos da APAE, por exemplo, muito afetivos,me surpreenderam abraçando-me durante a abertura e em alguns momentos inclusive dividi o microfone com eles, quebrando as regras pré-estabelecidas de cerimonial. Foi um evento formidável!





EJA Especial

No dia 23 de março de 2009, 20 ex-alunos da APAE iniciaram o módulo I ou II da Eja de Educação Especial na EMEF Pastor Rodolfo Saenger.

Foi um momento de muita emoção e grande aprendizagem. Durante o evento uma das alunas leu um texto criado pelos alunos, falando da emoção de estudar e agradecendo a todos aqueles que estão garantindo este direito.


Aula de Portadores de Necessidades Especiais

Fiquei pasma na aula presencial com os índices. Julgamos ser muita pequena a parcela da sociedade com necessidades especiais, mas os números somados ao despreparo dos profissionais da educação e a falta de acessibilidade das cidades alarmantes.

Meio a uma População total de 169.872.856, 24.600.256 brasileiros são deficientes.

População de 0 a 17 anos com deficiência: 2.850.604

0 a 4 anos: 370.530

5 a 9 anos: 707.763

10 a 14 anos: 1.083.039

15 a 17 anos: 689.272

18 a 24 anos: 1.682.760

Sabedores destes índices há que se pensar a nível nacional numa política de qualificação e acessibilidade.