segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Pensando, pensando...

Necessidades Educacionais Especiais

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Apesar de não ter tido contato com alunos especiais como educadora, observando durante o período da disciplina a experiência da EMF 1º de Maio, mudei minha concepção sobre a inclusão.
Antes do curso eu era completamente contra a inclusão de alunos especiais em sala de aula. Pensava que eles deveriam ser atendidos em escolas especiais, com equipamentos especiais, mas hoje percebo que no mundo não há um lugar especial para eles e na maioria dos casos eles acabam excluídos, sofrendo o preconceito e beirando a miséria.
A inclusão não somente é boa para eles já irem vivenciando o mundo real e se inserirem nele, como uma forma de educar os alunos “normais” a conviverem e respeitarem a diferença. Neste aspecto, a UFRGS mudou 100% minha concepção e para positivo.

Etnias

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Explorar as etnias que formam a turma é um grande ponto de partida pra trabalhar a história, a geografia e discutir criticamente a realidade.
Durante o período em que estudamos a interdisciplina, tivemos a oportunidade de investigar nosso perfil físico e psicológico e apresentar aos colegas nossas raízes étnicas, reconhecendo semelhanças e diferenças.
Investigamos o racismo e percebemos o quanto ele ainda é presente, de maneira velada.
Penso que o estudo das etnias seja um excelente ponto de partida para a valorização de cada uma delas e o despertar do respeito mútuo.


Filosofia

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A interdisciplina me fez refletir sobre a importância de trabalhar questões de ética e valores com as crianças.
Sempre trabalhei valores com as crianças, mas de maneira infantilizada.
Minha filha, de 4 anos, trabalhou este ano na escola as obras de Monet, dentre outros temas, é claro. Reconhece as obras, fala dele...olhando pra ela fiquei pensando: porque não trabalhar a Filosofia mais aprofundada com as crianças...numa performance de O mundo de Sofia?
No link acima, por exemplo, postei uma peça rara que achei: O mito das sombras em história em quadrinhos. Uma possibilidade divertida e ilustrativa para debater a filosofia em sua essência.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Mapa Conceitual n.º 1

Mapa Conceitual das aprendizagens da Graduação


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Psicologia da vida adulta

Revisitando valiosos conceitos...


ERIKSON


18 a 30 anos

Intimidade x isolamento

* Identidade formada
* Aptidão para ter relações proximais com relacionamentos fixos
* Fidelidade sem perder a identidade
* Medo de perder o eu
* Medo de competitividade
* Auge da beleza e aptidão física
* Crença no potencial profissional e capacidade de prosperar

30 a 60 anos
Generatividade x estagnação


* Necessidade de sentir-se necessário
* Preocupação em repassar valores aos mais jovens, garantindo a perpetuação da espécie
* Início do processo de degeneração do corpo
* Necessidade de maior cuidado com alimentação
* Aumento da importância de atividades físicas
* Profissionalmente, interação da experiência à maturidade
* Progressiva diminuição do ritmo
* Dificuldade em aceitar inovações e mudanças
* Momento de extrema estabilidade, seguido de insegurança e instabilidade profissional (aumento da possibilidade de substituição)

60 anos em diante
Integridade do ego x desesperança


* Análise das vivências - balanço da vida
* Aceita as pessoas como são
* A falta de integração do ego leva ao sentimento de tempo curto
* Saudade da juventude - comparação do seu corpo com o de jovens
* Perda da flexibilidade - rigidez
* Diminuição da imunidade
* Aumento de doenças
* Fraqueza
* Profissionalmente, momento de dificuldades financeiras
* Exclusão do mercado de trabalho
* Sensação de improdutividade
* Medo da morte
* Sensação de mau uso do tempo


Como foi valiosa esta leitura para meu TCC sobre educação de Jovens e Adultos e como me fez falta relembrá-la no meu estágio. A dificuldade dos meus alunos de aceitarem inovações e mudanças, me fez sentir uma sensação de fracasso, ao invès de compreender que necessitava paciência para gradativamente eles irem adaptando-se às novidades. Na fase em que se encontram aceitar mudanças facilmente não está nos prognósticos.

Representando o mundo através dos Estudos Sociais

Postagem original

Com uma pilha de livros contando a história a partir da visão da elite, criando super-heróis vitoriosos, puros de espírito e com as mais nobres intenções, temos a obrigação de opotunizar aos alunos a análise crítica da sociedade em que vivemos.

Conhecer a história da nossa cidade, país e mundo é a primeira etapa para compreendermos a sociedade na qual estamos inseridos. Mais do que isso, compreender os fatores que levaram o mundo a transformar-se no que é, é fundamental para elaborarem-se alternativas para transformá-lo no que desejamos.

Ao pensarmos os Estudos Sociais, devemos ter ainda mais presentes em nossa mente o tipo de ser humano e sociedade que desejamos formar.

Representando o mundo através das Ciências

Esta interdisciplina mexeu muito comigo...como eu era ruim.

Repensei a minha prática e relembrei momentos de uma boa condução do estudo de ciências e momentos de pura mediocridade.

Se em um ano, através do concreto e de maneira coletiva com os alunos, representei o corpo humano e seu funcionamento, auxiliando os alunos a compreendê-lo, em outro ano, com alunos de classe de alfabetização fui um verdadeiro fracasso, não desenvolvendo nada.

Representando o mundo através das Ciências me conscientizou de que, para instigar o aluno a proteger a natureza, tenho que auxiliá-lo a compreendê-la e identificar as ações nocivas do ser humano.

E o mais importante, isto deve ser feito de maneira reflexiva, prática e investigativa.

Representando o mundo através da Matemática

Postagem


"Embora ninguém tenha a obrigação de gostar de Matemática, nem de querer, todos têm o direito a uma educação matemática que lhes permita trabalhar em profissões que fazem uso intensivo de Matemática, assim como têm direito a uma educação matemática que lhes permita serem autores em sua vida social, e não apenas atores ou espectadores.”

Infelizmente, a maneira pouco criativa e tradicional como a maioria dos professores conduz as aulas de matemática, faz com que ela se apresente maçante e vazia de sentido. À medida que nós nos dedicamos a oportuniza aos nossos alunos atividades relacionadas com as vivências e cotidiano da criança, o processo de ensino-aprendizagem, além de transcorrer de maneira satisfatória, será prazeroso.

SERIAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO

Classificar é agrupar considerando semelhanças de objetos

Seriar é ordenar a partir da análise das diferenças dos objetos.

Quanto à seriação, através da experienciação a criança vai ultrapassando as fases:


•FASE IA - não há nenhum ensaio de ordenação dos elementos (+ - 4 anos);

•FASE IB - inicia a realizar pequenas séries incoordenadas dos elementos (+ - 5 anos);

•FASE II- êxito na intercalação dos elementos, por tentativas (+ - 6 anos);

•FASE III - êxito através da utilização do método sistemático- seriação operacional (+ - 7/8 anos).”


Já a classificação vai sendo abstraída à medida que a criança vai apropriando-se da fala e reconhecendo os objetos.

Trabalhar a classificação e a seriação, através de brincadeiras com blocos lógicos, fila humana, Elefante Colorido, Boole e outros é muito mais que cumprir um ítem da listagem curricular, é oportunizar à criança uma ordenação de ordem mental em sua vida, que se processará na organização do seu cotidiano e de tudo que a cerca, a começar pelo seu quarto.

NÚMEROS E OPERAÇÕES - o primeiro passo é auxiliar a criança a compreender que os números estão em toda parte e dominá-los, bem como as operações entre eles, é primordial.
Como os construtivistas, acredito no manuseio do concreto para posteior compreensão do abstrato. Penso que a construção do conceito de quantidade deve ser construída através do manuseio de material concreto, assim como a realização de cálculos matemáticos. sempre utilizei fundos de garrafas plásticas e tampas de refrigerante para iniciar com meus alunos o processo de assimilação de cada uma das quatro operações. Com o tempo, deixando opcional o uso de msaterial concreto, via aos poucos os alunos desprendendo-se do mesmo e realizando as contas apenas no papel.É emocionante acompanhar este processo!


Enfim, esta interdisciplina me auxiliou a pensar, criar e pesquisar uma serie de atividades nada maçantes e extremamente enriquecedoras para qualificar o estudo da matemática em sala de aula, abordando o sistema monetário, espaço e forma, além dos temas já referidos neste post. Adorei!

Escola, Projeto Político Pedagógico e Currículo

Currículo
Currículo, segundo o Dicionário Aurélio,são ”As matérias constantes de um curso”.
Segundo João Batista Araújo e Oliveira e Clifton Chadwick em Aprender e Ensinar “Currículo é o que se ensina,a quem, em que momento, de que forma, onde e para quê.
Portanto, currículo é uma série de conhecimentos desenvolvidos em sala de aula, experienciados, pesquisados e adquiridos.

Didática

A Didática, segundo o Dicionário Aurélio, é “A técnica de dirigir e orientar a aprendizagem; técnica de ensino”. A palavra chave que define didática é “como”. É ela que determinará a forma pela qual o educando terá acesso na escola ao conhecimento. Mas ela não apenas define a forma como a aula é conduzida. Mais do que isso, ela ensaia a forma como os alunos conviverão em sociedade e como vinvenciarão seus dias, interagindo e porttando-se de maneira passiva em cada situação.

Projeto Político-Pedagógico
Projeto Político-Pedagógico é um instrumento que tem por objetivo ajudar a enfrentar os desafios do cotidiano da escola, só que de uma forma refletida, consciente, sistematizada e o que é essencial, participativa. É uma metodologia de trabalho. Um instrumento que indica rumo, direção.
Pensar no Projeto Político- Pedagógico implica em pensar o tipo e qualidade de escola, a concepção de homem e de sociedade que se pretende construir.

Johnson, distingue tarefas do currículo e tarefas do ensino. Para ele, o currículo estabelece metas; a didática, os caminhos a seguir depois. Creio que essa separação não funciona, porque é difícil separar fins e meios.. A questão é que é ilusório que se possa trabalhar nas escolas sem teoria, sem justificação das opções assumidas e sem requisitos para a ação, como se os professores fossem capazes de extrair lições da prática e reelaborá-las reflexivamente, por intuição. Sabemos que efetivamente o grau de cultura do professorado é precário, maior até que sua capacidade de resistência às inovações”.

Embora as afirmações de Johnson nos soem desagradáveis e pesadas, nos forçam a repensar de maneira crítica nossa prática e a maneira como nos estimulamos a inovar e introduzir tecnologias em nossa sala de aula ou nos apegamos a metodologias ultrapassadas.



Segundo Sartori e Krahe, “Num sentido mais amplo, os professores como intelectuais devem ser vistos em termos dos interesses políticos e ideológicos que estruturam a natureza do discurso, relações sociais em sala de aula e valores que eles legitimam em sua atividade de ensino”.